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Reflexão do Evangelho Dominical PDF Imprimir

homilia

Acompanhe, a partir de agora,

a reflexão do Evangelho Dominical,

do Pe. Aureliano de Moura Lima, SDN.

 
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AS SANDÁLIAS DA CONGREGAÇÃO

Deus disse: “Não te aproximes daqui!IMG 1523
Tira as sandálias dos pés,
porque o lugar onde estás é solo sagrado”.
[Ex 3,5.]
Quando vos enviei sem bolsa, sem sacola,
sem sandálias faltou-vos alguma coisa?
Eles responderam: “Nada”.
[Lc 22,35.]

A Providência Divina está sempre do lado dos que se colocam a serviço de Deus e do seu Reino. Os sinais desta manifestação se tornam sensíveis na medida em que nos abrimos ao seu grande mistério.
Ao sairmos para assumir nossa missão em Kavungo tivemos oportunidade de sermos visitados por esta Providência Divina num gesto profético. Chegamos à missão São Bento, em Cazombo, na madrugada do sábado [14/01] e ficamos hospedados na casa das Irmãs Filhas do Sagrado Coração de Jesus. À tarde, fomos pra Kavungo para também nos prepararmos para a missa de posse da Paróquia Santo Antônio, programada para o dia seguinte [15/01].
Quando nos preparávamos para dormir, antes do banho, Pe. Geraldo Mayrink falou-nos que tinha esquecido suas sandálias na casa das Irmãs e como não iria voltar a Cazombo, nos disse que poderíamos usá-las se houvesse necessidade. Rimos um pouco da situação que parecia corriqueira, mas com o passar dos dias nosso olhar sobre este par de sandálias foi se transformando e tornando um grande sinal de Deus para nós.
Conforme o Dicionário Bíblico [John L. Mackenzie], a sandália era calçado comum nos tempos do AT e NT, era uma palmilha de couro amarrada aos pés por correias puxadas entre o primeiro e segundo dedos e amarradas em torno do tornozelo. A correia da sandália era um artigo barato (Gn 14,23s), e se diz que os ricos vendiam o necessário por um par de sandálias, que ele dá em penhor, outro exemplo de artigo barato (Am 2,6; 8,6). As sandálias deviam ser usadas durante a refeição pascal, em que os comensais se vestiam para viagem, e eram normalmente tiradas ao entrar em casa (Ex 12,11). Tirava-se também quando se estava de luto (Ez 24,17.23). Não ter sandálias era o sinal de penúria dos cativos na guerra (Is 20,2). A sandália tinha certo significado que não revela um modelo homogêneo. A remoção da sandália na cerimônia da renúncia ao casamento de levirato significava a renúncia a um poder ou a um direito (Dt 25,9-10; Rt 4,7-8). Arremessar a sandália sobre outro era sinal de domínio (Sl 60,10; 108,10). Tiravam-se as sandálias ao entrar num terreno sagrado (Ex 3,5; Js 5,15); atar ou desatar as sandálias era o serviço de um servo (Mc 1,7; Lc 3,16; Jo 1,27; At 13,25; Mt 3,11 tem “levar suas sandálias”). Os discípulos não devem levar sandálias consigo em sua missão, como sinal de sua pobreza (Mt 10,10; Lc 10,4).

 
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RELATOS DA VIAGEM: BRASIL - ANGOLA

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09 DE JANEIRO DE 2012 – SEGUNDA-FEIRA
DSC03914Os Padres Renato e João Lúcio, acompanhados do Pe. Geraldo Magela de Lima Mayrink, SDN, Superior Geral da Congregação dos Missionários Sacramentinos de Nossa Senhora, deixamos Manhumirim-MG, no dia seguinte à missa de envio realizada no dia 08 de janeiro de 2012 na Matriz do Senhor Bom Jesus de Manhumirim, presidida pelo senhor Bispo Diocesano de Caratinga, Dom Emanuel Messias, concelebrada por mais dois Bispos, Dom Paulo Peixoto, bispo de São José do Rio Preto, SP e o Arcebispo Emérito de Porto Velho, RO, missionário sacramentino, Dom José Martins e um grande número de padres sacramentinos e seculares, e uma grande multidão do povo das paróquias da região. A viagem em direção à nova área de missão da Congregação passou primeiramente pelo Rio de Janeiro. Até Rio de Janeiro a viagem foi silenciosa. Ainda estávamos cheios de emoção pelo carinho recebido dos amigos e dos irmãos de Congregação. Meditávamos no silêncio do coração e no cantar dos pneus do ônibus da viação Rio Doce sobre o asfalto, o que estávamos deixando para trás. Cheios de certeza do que deixamos e repletos de incerteza do que virá pela frente.
Deus chama, Ele mesmo indica o que e como fazer o que precisa ser feito. A vivência da fé, marcada pelas experiências de vida, enriquecem os discípulos do Senhor. Nunca se sabe como será a missão, sabemos que ela precisa acontecer. É obra e bênção de Deus!

10 DE JANEIRO DE 2012 – TERÇA-FEIRA
DSC03917Chegamos ao Rio de Janeiro por volta das 6h, logo procuramos um jeito de lavar o rosto e tomar o café da manhã, ali mesmo na Rodoviária. Como ainda era muito cedo ficamos conversando na praça de alimentação junto às nossas bagagens. Partilhamos as nossas emoções e nossa satisfação com a beleza da celebração eucarística que marcou o nosso envio. Lembramos-nos de cada pessoa que com sua sinceridade e fé vinham ter conosco e que no abraço fraterno e caloroso manifestavam o desejo de viajarem conosco, bem como suas orações por nossa nova missão. Foram marcantes as últimas visitas que recebemos bem na hora da saída e que nos acompanharam até a rodoviária para o último tchau.
Tendo chegado o horário comercial, tomamos um táxi e seguimos para a agência Àfrica Tours para recebermos as passagens aéreas e os respectivos documentos de identidade internacional. Nesta agência foi outro tempo de longa espera, pois fomos atendidos somente após o almoço. Enquanto aguardávamos, aproveitamos para um pequeno passeio no centro do Rio de Janeiro, passagem na orla onde estão alguns navios da Marinha, visita ao centro cultural do Banco do Brasil que estava com exposição sobre o hinduísmo e passagem pela igreja da Candelária. Deixamos a agência com a documentação em mãos, aparentemente. Já a caminho do aeroporto a agente de turismo nos liga no celular para informarmos que a documentação do Pe. João Lúcio havia ficado esquecida sobre a mesa. Em acordo, assumimos a despesa do outro táxi para que o funcionário da agência levasse o documento até o aeroporto para nos entregar.

 
ENVIO MISSIONÁRIO PDF Imprimir

ENVIO MISSIONÁRIO

“O Evangelho não é um bem exclusivo de quem o recebeu,
mas constitui uma dádiva a compartilhar, uma boa notícia a comunicar”.

[Beato João Paulo II]

 

Pe. Geraldo Mayrink, SDN - Missa de envio de missionários para Angola (África)Diz o n. 74 de nossas Constituições: Jesus Cristo, o Missionário do Reino do Pai, por sua vez, comunica à Igreja o poder de anunciar o Evangelho a todos os povos. (Cf. Mt 28,19-20.) Essa ordem do Senhor se completa pelo poder do Espírito Santo na manhã de Pentecostes e continua em cada batizado, que a Igreja confirma e envia. Toda a Igreja é missionária. Nascida da ação evangelizadora de Jesus e dos Doze, é ela mesma enviada como sinal e instrumento do Reino. Essa missão evangelizadora “constitui a graça e a vocação própria da Igreja, sua mais profunda identidade. Ela existe para evangelizar”. (EN 6.)

Hoje a nossa Família Julimariana, com toda a Igreja diocesana de Caratinga, está muito feliz com o envio destes nossos irmãos Missionários Sacramentinos de Nossa Senhora: Pe. João Lúcio Gomes Benfica e Pe. Renato Dutra Borges; bem como da nossa Irmã Valéria Cândido Miranda, Sacramentina de Nossa Senhora.

Estamos no Ano Jubilar de Chegada de nosso fundador – Pe. Júlio Maria De Lombaerde, ao Brasil. Este homem que aos 17 anos de idade já estava trabalhando como missionário na Argélia, África. Veio para o Brasil aos 34 anos de idade e aqui trabalhou com um grande ardor missionário durante 32 anos. Criou três Congregações: Filhas do Coração Imaculado de Maria [Irmãs Cordimarianas], Missionários Sacramentinos de Nossa Senhora e Irmãs Sacramentinas de Nossa Senhora, para a missão na Igreja, à luz da Eucaristia e de Maria. Este gesto do envio missionário será um dos gestos de nossa Família Julimariana neste Ano Centenário. Com certeza, Pe. Júlio Maria está festejando conosco lá no céu, hoje, dia 8 de janeiro, quando celebramos o dia em que ele foi batizado.

Há muito tempo que a nossa Congregação dos Missionários Sacramentinos vem planejando este passo da missão além-fronteiras. No Capítulo Geral, há dois anos, isto foi colocado como algo que este novo Governo deveria trabalhar. Fomos rezando e conversando com alguns de nossos irmãos e a sorte caiu sobre os Padres Renato Borges e João Lúcio. É o primeiro caminho missionário dos Missionários Sacramentinos de Nossa Senhora em terras estrangeiras. As nossas Irmãs Cordimarianas já estiveram na missão em África (Moçambique) e as nossas Irmãs Sacramentinas já estão há 07 anos em Luanda, Angola.

Gostaríamos de dizer a estes nossos irmãos que estão sendo enviados hoje: esteja vivo em seus corações o desejo de ver triunfar os interesses de Jesus eucarístico nestas terras onde Deus já está. Vão com o coração inteiro. Como nos diz o livro de Deuteronômio [6,5]: “Ame a Deus com todo o seu coração, com toda a sua alma e com toda a sua força.” Coragem! Muito obrigado pelo sim de cada um de vocês. Estamos convictos de que dará tudo certo nesta missão. A Congregação confia em vocês. Deus sabe o quanto nós os amamos. Este testemunho de vocês chamará muitos outros e outras para este caminho. A missão é de Deus.

Que Deus e Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento os abençoe. Contem com as nossas orações.

Pe. Geraldo Magela de Lima Mayrink, SDN
10º SUPERIOR GERAL

 

[Fala de Pe. Geraldo Mayrink, SDN, na Missa de Envio para a missão em África dos Missionários Sacramentinos de Nossa Senhora: Pe. Renato Dutra Borges e Pe. João Lúcio Gomes Benfica, e da Ir. Valéria Cândido Miranda, Sacramentina de Nossa Senhora]

 
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05 de fevereiro de 2012

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