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Amor à humanidade, exigência do Evangelho Imprimir E-mail
19-Dez-2009

Amor à humanidade, exigência do Evangelho

 

 

ImageDe origem grega, a palavra "filantropia" (filós+ântropos) significa ao pé da letra "amigo do ser humano" e, numa tradução mais livre, amor à humanidade. Daí decorre que uma ação filantrópica, em seu pleno sentido, tem de ser uma atitude concreta de amor à humanidade.

Somos vocacionados a servir a Deus na pessoa do pobre, do mais sofrido: “Tudo o que fizerdes ao menor dos meus irmãos, a mim o fazeis". (Mt 25,40). Somos chamados a servir ao Reino de Deus “anunciando Jesus Cristo a todos os homens, especialmente aos pobres” (Const. Nº 02) e a nossa ação evangelizadora “supõe um grande amor aos destinatários da nossa missão, a atenção aos seus clamores e carências” (Const. Nº 79). Ou seja, nosso amor a Deus e nosso serviço ao Reino passam, necessariamente, pelo amor à humanidade, ou seja, pela filantropia.

Deste modo, nossa ação filantrópica SDN não pode centrar-se apenas num prestar contas ao governo a fim de demonstrar a aplicação dos 20% de nossos rendimentos em ações sociais. Assim, para muito além do sentido corriqueiro que é dado à filantropia e até para os desvios que chegam à “pilantropia”, somos desafiados a fazer de nossa ação filantrópica um verdadeiro ato de amor à humanidade servindo aos mais pobres e necessitados.

É bem verdade que, mediante muitos esforços, conseguimos ampliar nossos cursos de formação e qualificação profissional, através do Projeto Vida Júlio Emílio, no Ceará, do Centro Sacramentino de Formação (CSF), em Belo Horizonte, em Manhumirim e em Matozinhos. Também avançamos em nossos trabalhos junto às crianças que atendemos no Patronato, em Manhumirim e no Projeto Bica, em Belo Horizonte. Cada filial do Instituto tem se empenhado em cumprir seu papel filantrópico. No entanto, ainda há muito a ser feito, sobretudo agora com as novas regras e exigências devido às  mudanças na legislação.

Porém,  poderíamos fazer muito mais. Poderíamos explicitar muito melhor nosso amor à humanidade. Não raro, há espaço físico ocioso em nossas paróquias e comunidades, temos facilidade de motivar outras pessoas e voluntários para os trabalhos sociais, mesmo assim, a maioria de nossas comunidades ainda não desenvolveu  um trabalho verdadeiramente filantrópico. E, sem detrimento do específico do nosso atendimento espiritual, é possível alargar fronteiras rumo a uma ação social mais efetiva e prática.

Em sua Linha de Ação VI, nosso PGC, que não pode ficar esquecido, traz como objetivo específico: Promover, como exigência evangélica, a caridade social a fim de atingir os excluídos, desenvolvendo, através de programas e serviços, ações concretas capazes de recuperar a dignidade e qualidade de vida das pessoas mais pobres e necessitadas. O PGC apresenta, entre outras, algumas linhas de ação que precisam ser efetivadas:

A. Estimular as Paróquias a desenvolverem projetos de caridade social; C. Promover atividade de geração de renda para melhoria da qualidade de vida dos mais sofridos; G. Promover ações de proteção da família, da infância, da adolescência, dos jovens, dos adultos e dos idosos; L. Assumir a Campanha da Fraternidade, como meio de desenvolver a consciência crítica em trabalhos sociais; (PGC pág 51-53).

Não nos faltam dicas, há trilhas abertas e muitos que se empenham na “caridade social”. E, com um pouco mais de dedicação, com uma dose de verdadeiro amor à humananidade e verdadeiro serviço aos mais pobres, podemos colaborar mais para a promoção da vida e da dignidade das pessoas.

Sabemos que a solução para os grandes problemas estruturais cabe aos governantes. Mas, somos formadores de opinião, não podemos ficar apenas como assistentes. Temos de dar nossa contribuição para a melhoria da condição de vida. Nossa fé há de ser demonstrada em nossas obras e ações a favor da vida. Aí, de fato, filantropia será menos uma exigência do governo e mais uma exigência do Evangelho. Assim a filantropia, o Amor à humanidade, não será, senão, um desdobramento natural do nosso serviço de Evangelização...

 

Ir. Denilson Mariano da Silva, SDN

Manhumirim - MG

 
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Ó Jesus, fazei-me compreender a vossa fome de entrar em minha alma: é a fome do alimento que quer ser comido. Penetrai-me deste mesmo ardor para receber-vos... que eu vos veja... que ouça ressoar a vossa divina voz... que eu sinta o calor do vosso amor. Quero tornar-me uma alma eucarística.

Pe. Júlio Maria De Lombaerde
Contemplações Evangélicas, p.381