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Apelos ao Seguimento Imprimir E-mail
03-Nov-2009

                                 Apelos ao Seguimento 

 

ImageVivemos um momento importante em nossa Família Religiosa. Tempo que antecede nosso XIV Capítulo Geral Eletivo, que será celebrado nos dias 11 a 15 de janeiro de 2010. Oportunidade propícia para renovar nossos propósitos, nossas motivações, criar em nosso coração a disponibilidade necessária, com o objetivo de colaborar com uma Vida Religiosa mais Corajosa, Eucarística e Missionária.

 

Desde  já, somos convidados a rever nosso caminho, avaliar nossas opções e discernir sobre a vontade de Deus em nossa vida de consagrados.  Somos chamados a seguir o Senhor no anonimato, na pobreza, na itinerância, sem nos prendermos aos bens materiais, eis o grande desafio à nossa frente. Tenho certeza que esta exigência acaba mexendo com muitos irmãos, que planejaram colher, entre tantos frutos, o reconhecimento e outras glórias.

 

Somos chamados a uma missão concreta e o fundamento da nossa ação missionária deve partir de uma espiritualidade sólida. “Portanto, a vida espiritual deve ocupar o primeiro lugar no programa das famílias de vida consagrada...” Temos a missão de “visibilizar entre os homens os frutos da Eucaristia: partilha, fraternidade, vida missionária, organização do povo.” (Const. O6).

Trilhamos o caminho dos 80 anos de vida congregacional, caminho de anúncio, de doação, de entrega ao Reino; caminho também trilhado por tantos irmãos que nos precederam. Trata-se de um momento importante para a releitura da nossa história a partir da inspiração primeira do nosso Fundador Pe. Júlio Maria De Lombaerde. Precisamos voltar às raízes, resgatar a essência da Vida Religiosa, aquela opção primeira que fizemos em nossa consagração.

 

Percebemos que cresce em nosso meio a consciência de que precisamos nos organizar mais, assumir áreas missionárias mais desafiadoras, deixar um pouco mais nossas estruturas e seguranças, dar um sentido ainda maior à nossa consagração. Precisamos dar respostas novas aos novos desafios.

 

Nesta linha de reflexão, somos convocados a continuar nos preparando na reflexão e na oração, na vivência em nossas comunidades e na comunhão eclesial, no fortalecimento dos valores evangélicos e na consciência da doação aos menos favorecidos. Como testemunho diante dos clamores pela presença da Igreja, somos convidados a ampliar os espaços da nossa atuação missionária, nos voltando para espaços que continuam clamando pela presença da Vida Religiosa.

 

Torna-se compromisso de cada um de nós, através dos momentos de espiritualidade, seja a nível individual ou comunitário, avaliar nossos projetos de vida pessoal e nosso projeto congregacional. No tocante à dimensão pessoal, precisamos rever, a partir da nossa intimidade com o Senhor, nossa relação com a comunidade religiosa, nosso senso de pertença aos irmãos, o tempo que dispomos no atendimento ao povo, além do econômico que, muitas vezes, carece de um certo controle. Às vezes me deparo com esta pergunta: Se eu tivesse feito uma outra opção de vida, estaria vivendo como vivo hoje?

 

Diante do projeto congregacional, pautado pelas Constituições, PGC e PGF, nossos documentos básicos, devemos rever nosso senso de pertença à Família Religiosa na qual consagramos nossa vida.

 

Enfim, que este tempo de preparação e de intimidade com o Senhor, crie em nós um despojamento e uma sensibilidade maior com nosso projeto congregacional e cresça comunhão com esta Igreja viva que continua contando com nossa participação.

“Quem ama sente o desejo de estar com seu amado”. Aproveitemos bem esta oportunidade que antecede este momento eclesial para rever a vida, fortalecer os laços na busca da realização. Procuremos construir comunidades vivas, fraternas e humanizantes.

 

 

 

                                                          Pe. Carlos Roberto Altoé, SDN   

                                                                           Superior Geral

 
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Ó doce Virgem, vós que tão bem compreendestes Jesus-Hóstia, dai-me a graça de compreendê-lo um pouco... e de desejá-lo, como o faminto deseja o alimento que o deve fortificar.

Pe. Júlio Maria De Lombaerde
Contemplações Evangélicas, p.381