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Para uma Conversão Pastoral Equipe de Espiritualidade Sacramentina Retiro para o mês de outubro de 2009
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______________________________________________________________________________ Preparar o ambiente com flores, Bíblia, retrato do Pe. Júlio Maria,jornais e revistas que mostrem realidades de missão. “A oração verdadeira não tem depois nem além. Deveríamos sempre nos entregar à oração como se nada mais pudesse acontecer depois dela, como se ela marcasse a conclusão declarada de nossa vida, e com o pensamente de que no termo de nossa caminhada com Deus seremos ‘arrebatados’, também nós, como Henoc, sem que possam encontrar nossos vestígios (cf. Gn 5, 24)” (F. C. TREVEDY, Orar em segredo, O Lutador, 2009, p. 35). 1. Acolhida: Seria bom criar um clima de acolhida dos irmãos através de uma música, frase ou palavra motivadora da missão. E na oração criar um clima de silêncio fecundo, de interiorização para que seja um tempo de oração, de revisão de vida e de contemplação. 2. Motivando o tema: Tendemos a manter, em nossas comunidades, uma situação de conservação, sem avanços e criatividades na animação pastoral. Nossa evangelização parece não atingir, no fundo, o coração das pessoas. Será que não seria por falta de uma vida de oração e de uma comunhão mais profunda com Deus? Alguém comentava que hoje em dia a conversa dos consagrados, mormente padres, não gira mais em torno dos desafios pastorais das comunidades, mas do dízimo e patrimônio da paróquia: se a paróquia é rica, como é a casa paroquial, qual a marca do veículo, quanto dinheiro tem no banco etc. “Somos desafiados a sermos luzes de esperança em uma geração que perdeu o otimismo. Nossas televisões e a internet nos mostram a fome em Darfur, a guerra no Oriente Médio, terremotos, epidemia e pandemias aterrorizando o planeta, migração em massa. Podemos ver o sofrimento do mundo enquanto bebemos nossa cerveja favorita, sentados em nossos sofás confortáveis, na segurança de nossos alarmes, câmeras, cercas elétricas e a indústria do medo a pleno vapor. Mas os olhos dos discípulos missionários devem se voltar para aqueles de quem o mundo prefere esconder a face” (Mundo e Missão, setembro/2009, p. 29). 3. Nosso encontro com a Palavra de Deus: Is 6, 1-8: Vocação de Isaías. Ø Quais as iniqüidades que precisam ser removidas de meu coração? Ø Há amarras em mim que não me deixam dizer: “Eis-me aqui, envia-me”? Quais são? Lc 9, 1-6: Missão dos Doze. Ø Consigo detectar as doenças das pessoas e oferecer-lhes a cura? Ø O que torna pesada minha ação evangelizadora? Ø Visito os doentes (acometidos por algum mal) e enfermos (não firmes)? Minhas visitas são missionárias, fecundas, testemunhais? Mc 16, 14-20: Envio para a missão. Ø Qual o grau de minha confiança em Jesus Ressuscitado? Quais dúvidas? Ø Que sinais tenho observado na minha missão? 4. Nosso encontro com a palavra da Igreja: “A conversão pastoral de nossas comunidades exige que se vá além de uma pastoral de mera conservação para uma pastoral decididamente missionária. Assim será possível que ‘o único programa do Evangelho continue introduzindo-se na história de cada comunidade eclesial’ com novo ardor missionário, fazendo com que a Igreja se manifeste como mãe que vai ao encontro, uma casa acolhedora, uma escola permanente de comunhão missionária” (DAp, 370). Ø Em quais pontos preciso me converter para transpor uma pastoral de conservação? Ø De que lanço mão para conservar e/ou reacender meu ardor missionário? Ø Em quais aspectos preciso me trabalhar para que nossas casas e comunidades sejam mais acolhedoras? Anexo: Ano sacerdotal: “Vianney rezava, jejuava e se penitenciava. Visitava famílias. Convidava-as para a Santa Missa. Frutos surgiram: a Confraria do Rosário para as mulheres e a Irmandade do Santíssimo Sacramento para os homens. A par da simplicidade natural e de uma autêntica humildade, Vianney irradiava algo superior à inteligência, uma forma elevada de ver as coisas que se manifestava nos conselhos, no jeito de conversar, de ouvir problemas e de sugerir soluções ou conforto. Ars se transformou. Peregrinos vinham de longe para ouvi-lo e confessar-se. A capela virou santuário. Quando lhe perguntavam o segredo, respondia: ‘Você já passou alguma noite em oração? Já fez algum dia de jejum?’. Viveu intensamente o apostolado no confessionário, entregue às almas, devorado pela missão e fiel à vocação. Seu nome emergiu dos estreitos limites da vila para aldeias e cidades vizinhas. Nos últimos anos, eram mais de 200 confissões diárias. Sua morte entristeceu a França. Cem mil pessoas o levaram ao cemitério” (Mundo e Missão, setembro/2009, p. 10). |