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Retiro Setembro/2009: Alegria de servir no amor e na gratuidade Imprimir E-mail
25-Ago-2009

Alegria de Servir no amor e na gratuidade

 

“Tende em vós os mesmos sentimentos que haviam em Cristo Jesus” (Fl 2,5) 

Equipe de Espiritualidade  Sacramentina

 

               Retiro para o mês de setembro 2009

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 Preparar o ambiente, Bíblia, vela acesa, material do mês da Bíblia 2009 (cartaz e livros) com estudo sobre a Carta aos Filipenses, pote vazio expressando a Kênose. 

01. Acolhida: Canto e Oração inicial conforme o tema e com criatividade. 

02. Situando o tema: A chegada de Paulo e de seus companheiros de missão, à cidade de Filipos, é guiada pelo Espírito. Eles são impedidos de pregar na Bitínia, província da Ásia e, através de uma visão, Paulo é conduzido a abrir novos caminhos avançando rumo à Europa. O apelo de um macedônio: “Vem para a Macedônia e ajuda-nos” (At 16,9), foi o toque decisivo para que Paulo avançasse missionariamente. Deus fala misturado nas pessoas e nos acontecimentos.

Paulo e seus companheiros percebem os sinais do Espírito e imediatamente se colocam a caminho das novas terras. Com essa iniciativa, o Evangelho ultrapassou as fronteiras entre o Oriente e o Ocidente, partindo da Palestina, avançou em direção à Ásia e atingiu a Europa. Não fosse o ardor missionário de Paulo, dos seus companheiros e de outros discípulos, o movimento de Jesus poderia acabar sufocado na Palestina e na Ásia Menor.

A Carta aos Filipenses revela que o missionário deve ser uma pessoa atenta aos sinais do Espírito, capaz de ler a vontade de Deus nos acontecimentos e, prontamente, colocar-se a caminho a fim de cumprir a missão a ele confiada. Deve ainda, encarar a missão não como uma obrigação, mas com “a alegria de servir no amor e na gratuidade”. Para isso o missionário precisa esvaziar-se de si mesmo (Kenose), precisa “ter em si os mesmos sentimentos que havia em Cristo Jesus” (Fl 2, 5).

Ao relatar a prisão (provavelmente Paulo escreveu esta carta da prisão em Éfeso), o interesse de Paulo não é tanto a sua situação pessoal. Ele trata da evangelização, sua preocupação é com a missão. E, ao contrário do que poderia acontecer, sua prisão favoreceu a promoção do Evangelho. Paulo está na prisão por causa de Cristo e não por ter cometido algum crime ou delito (cf. Fl 1,13). Assim, a maioria dos irmãos de fé reconhece que o sofrimento do apóstolo é sofrimento de Cristo, é participação na cruz de Cristo. Isto fortalece a fé e encoraja o anúncio do Evangelho.

Paulo reconhece que a comunidade de Filipos vem fazendo uma boa caminhada, assim, mais que de conversão, a comunidade precisava perseverar no caminho que vinha fazendo, progredir na luta, levar à plenitude o modo como já estavam vivendo. Paulo recomenda a docilidade, pois, é uma expressão da obediência radical a Jesus Cristo e a seu projeto. Ao usar a expressão “temor e tremor”, Paulo não se refere a uma atitude de medo diante de Deus. Trata-se da humilde atitude de quem, verdadeiramente, se aproximou da grandeza de Deus e assim, reconhece sua pequenez, seu vazio e se entrega confiante à vontade divina.  

03. Nosso encontro com a Palavra de Deus:Paulo recomenda a fazer tudo “sem murmurar nem questionar”. Isto não significa limitar ou tirar a liberdade das pessoas. Indica antes que a pessoa não deve estar dividida quer em relação a Deus, quer em relação aos irmãos. É descobrir o que Deus nos pede e nos deixar guiar mais pelo projeto d´Ele que por nossos interesses individuais. Este é o caminho para o fortalecimento da missão e para o crescimento do Evangelho.

Ler na Bíblia: Filipenses 2,12-18.

Chave de Leitura:1. Qual a primeira recomendação de Paulo neste texto?

2. Em vista de que Paulo pede para fazer tudo sem murmurar nem questionar?3

. O que leva Paulo a alegrar-se com a comunidade?

4. Quais são as alegrias que compartilhamos em nosso trabalho missionário hoje? 

04.   Nosso encontro com as Constituições:05 – A vocação missionária de nossa Congregação se expressa no empenho da evangelização de todas as pessoas, especialmente das mais necessitadas, e no esforço de fazer o evangelho penetrar as estruturas e culturas, fontes inspiradoras dos modelos de vida social, política e econômica. Para isso a Congregação desempenhará sua missão através do anúncio de Jesus e seu Reino, da formação e organização de comunidades missionárias, do testemunho da vida evangélica no meio do povo, do trabalho permanente de animação missionária, através de todos os meios ao seu alcance.

Nº 07 – A Congregação dos Missionários Sacramentinos de Nossa Senhora, por ser eucarística, aspira a ser uma fraternidade: “somos um só corpo os que participamos de um mesmo pão”. (1Cor 10, 17.) Entre nós não pode haver classes, divisões, discriminações. Enquanto religiosos e sacramen­tinos, somos todos irmãos.

12   – A consagração total a Deus significa, concretamente, seguir Jesus Cristo, numa verdadeira mística que implica identificação com suas atitudes e compromissos. Jesus de Nazaré é o protótipo da consagração do religioso a Deus. Quando o Pai chama alguém para ungir e enviar, não faz outra coisa senão repetir o que fez de forma exemplar com o seu próprio Filho. A resposta do novo escolhido deve pautar-se na resposta de Jesus. Seguir Jesus Cristo significa, essencialmente, comprometer-se com a causa do Reino.

Nº 42 – Nossa vida fraterna, vivida em comum, fundamenta-se na vivência do amor entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo, modelo de comunidade, e no mistério da Eucaristia, fonte geradora de fraternidade. Torna-se o sinal que revela ao mundo o mistério da Igreja e a presença de Deus na história. 

 

05. 80 ANOS: Com Testemunho, avançar na missão.

Não somos, nem podemos ser, missionários para nós mesmos. Assim como a Igreja, existimos para a missão, seguimos Jesus Cristo procurando colaborar na edificação do Reino de Deus. Nossos oitenta anos de história e nosso ano capitular nos convidam a avançar na missão a partir do nosso testemunho pessoal e congregacional. Não podemos deixar de escutar os “macedônios” de hoje que pedem nossa ajuda e nos instigam a avançar missionariamente. O momento eclesial também nos convida a avançar:

A Conferência de Aparecida também quer recuperar em nós o espírito missionário. Quer uma Igreja em estado permanente de missão, uma pastoral decididamente missionária. Nesta direção, a Igreja do Brasil assumiu o compromisso com a MISSÃO CONTINENTAL e para isso, necessita desinstalar-se de seu comodismo, estancamento e tibieza, à margem do sofrimento dos pobres do Continente (DA 362). Precisamos desenvolver a capacidade de ouvir o clamor do povo e nele descobrir o caminho que o Espírito nos indica a seguir.

É o Espírito que conduz a missão. A exemplo de Paulo e de seus companheiros procuremos avançar mais missionariamente.  A Igreja no Brasil sempre foi missionária, mas chegou a hora de intensificar este espírito missionário, participando da Missão Continental, assumindo-a com rosto brasileiro, conforme a realidade e a caminhada das nossas Igrejas Particulares (DGAE 212). Buscando ajudar as Igrejas Locais no processo de uma Igreja em estado permanente de missão, a CNBB elaborará um projeto nacional, sem com isso dispensar a imprescindível necessidade de inculturá-lo, segundo as particularidades de cada contexto. Os sujeitos privilegiados desta missão são cada comunidade eclesial e, dentro dela, cada fiel (DGAE 215). Somos todos convocados à missão continental.

 

Qual o grande apelo do Espírito para nossa Congregação hoje?

O que podemos fazer para avançar missionáriamente?  

 

06. Criar ambiente que favoreça a uma partilha orante em forma de preces ou de agradecimentos.

 
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Senhor, eu vos agradeço muito por ter me chamado à vida sacramentina, e por me ter dado como modelo de vida eucarística a própria Mãe de Jesus a quem tenho a alegria de chamar de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento.

Pe. Júlio Maria De Lombaerde
Formulário de Orações, p.52