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“Que religiosos... que padres... para a Igreja? ” Equipe de Espiritualidade Sacramentina Retiro para o mês de agosto 2009 Download do arquivo em formato *.doc. Clique aqui
Preparar o ambiente com uma pequena faixa com o tema do retiro, vela, Bíblia, imagem de N. Sra. da Eucaristia, fotos de revistas ou jornais que nos lembrem a vocação dos religiosos e sacerdotes em seus diversos campos de missão. 01. Acolhida: Oração inicial motivando o dia de retiro. 02. Introdução: (situando o tema) – O mês de Agosto nos lembra sempre as diversas vocações e ministérios na Igreja. Já estamos acostumados a motivar reflexões, orações, celebrações vocacionais... Mas, por outro lado, alguns religiosos, padres e até leigos já se acham cansados para promover esta reflexão junto à comunidade eclesial. Às vezes, este cansaço é provocado por certo pessimismo, que ora reina em alguns ambientes eclesiais e sociais. Alguns dizem: “pra que falar de vocações na Igreja? Se a obra é Deus ele mesmo proverá”. Assumindo esta postura, esquecemos que somos Igreja, assembléia dos batizados reunidos no Cristo, pelo Espírito Santo, para o louvor do Pai. Esta assembléia experimenta o amor da Trindade e assim por amar, chama outras pessoas para se fazerem presentes no caminho de Cristo. De fato, Deus nunca se esquecerá de sua vinha. Ele sempre chamou, enviou, e sustentou a fidelidade de seus escolhidos. Mas, por outro lado, se a iniciativa primeira é sempre de Deus, ele mesmo quis contar com a nossa colaboração na arte de chamar seus escolhidos. Basta recorda a cena bíblica em que João Batista apresenta Jesus a dois de seus discípulos (Cf. Jo 2,35-36); temos ainda André que chama Pedro (Cf. Jo 2, 41-42); Felipe que apresenta Jesus a Natanael (Cf. Jo 2,45-46)... Somos uma Igreja que chama porque primeiro fomos amados e chamados por Deus. Poderíamos ficar presos em nosso egoísmo, mas uma vez experimentado o amor de Deus manifestado em Jesus de Nazaré, nos sentimos devedores na missão de amar a todos e de chamar cada fiel batizado para estar no caminho de Jesus. Estamos no tempo de grandes mudanças e transformações... O medo, a insegurança, a indiferença e o egoísmo vão tomando espaço em muitos corações. A Igreja tem sido bastante atenta aos sinais dos tempos, para ver em que direção o Espírito de Deus aponta. Em pouco tempo tivemos muitos acontecimentos que sinalizam este estado de alerta da Igreja. Por exemplo: a V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e Caribenho (2007). O Sínodo dos Bispos em Roma sobre a Palavra de Deus na vida na missão da Igreja (2008), O Ano Paulino (2008 – 2009), O Sínodo para a Igreja na África, a abertura do Ano Sacerdotal (2009) e os esforços de cada Igreja Particular em dialogar sobre seus desafios. Assim, diante desse clima vocacional de buscar ouvir a voz do Divino Mestre, a partir do nosso chão existencial e religioso, podemos meditar e refletir o tema de nosso retiro: Que religiosos... Que padres... para a Igreja? Se recorrermos aos documentos da Igreja e às nossas Constituições, veremos que esta questão começa a ser respondida, ou melhor, temos muitos elementos que nos ajudam a pensar a questão. O nosso encontro orante não é momento para aulas, discursos, e debates de belas ideias. Mas, antes de tudo, trata-se de um momento para rezar com os irmãos a nossa vocação sacramentina na Igreja. Pensemos no povo de Deus com o coração de pastor, deixemos sua voz ecoar em nosso ser. O povo de Deus tem o seu próprio carisma, dádiva de Deus. Este carisma do povo, com certeza, nos ajudará a ser o religioso, o sacerdote que a Igreja necessita para este momento. Aproveitemos a oportunidade para fazer uma memória viva de alguns religiosos(as) e sacerdotes que marcaram a vida da Igreja: São Martinho, São Francisco de Assis, São João Maria Vianey, D. Oscar Romero, Pe. Júlio Maria, Ir. Dorothy... Aproveitemos esta manhã de recolhimento com o Senhor, para permanecer no seu amor e assim sermos religiosos, sacerdotes segundo o seu coração. Que o Espírito de Deus nos conduza neste recolhimento espiritual com a certeza da presença de Maria, a virgem mãe de toda a Igreja. 04. Nosso encontro com a Palavra de Deus: a) Jr 3, 15 – “Pastores segundo meu coração”. Se lermos Jr 3,12–22, vamos encontrar uma mensagem explicitamente dirigida aos israelitas do norte. Temos aqui um convite à conversão, à mudança de mentalidade, a seguir os preceitos do Senhor. No meio do texto, no v. 15, temos uma bela promessa que ultrapassa o contexto literário e histórico. Parece quebrar a lógica do pensamento desenvolvido, mas para entender essa promessa que Deus faz ao seu povo, sua casa, seu rebanho escolhido, é preciso tomar Jr 23,1-8; Jr 25,34-38 e Ez 34. Agora entendemos por que Deus fez essa promessa. O seu rebanho está abandonado, dispersado, maltratado, explorado... Então, Deus como bom pastor que é, escutou a voz do seu rebanho, viu sua dor e desceu para socorrê-lo. Contemplando este texto podemos nos perguntar: O que diz o texto? O que o texto me diz? O que o texto me faz dizer a Deus? b) Jo 10,1-19 – Jesus Cristo o Bom Pastor Com o povo Israelita aprendemos que o pastor é aquele que lidera e guia. Ele tem a missão de indicar o caminho, proteger o rebanho e o clã contra todo perigo e levá-los a lugares seguros, tranquilos... No cap. 10 do Evangelho de João temos uma cristologia do Bom Pastor. Jesus diz ser o verdadeiro pastor, porque conhece suas ovelhas e elas a conhecem. Sua voz é ouvida por seu rebanho. Ele age diferentemente do mercenário, não abandona seu rebanho quando aparece o perigo, as dificuldades, a dor e o sofrimento. Pelo contrário sua missão é sarar os corações aflitos, congregar as ovelhas que estão dispersas, levar a nova pastagem e dar a vida por elas. Meditando este texto podemos contemplar Jesus Cristo o Pastor supremo (Cf. 1Pd 5,4), mas é bom lembrar que Jesus envia pastores junto a seu povo (Cf. Ef 4,10ss), cuja a missão é pastorear. A missão destes pastores é coisa bastante séria, pois no juízo final irão prestar contas ao Pastor supremos de sua missão (Cf. 1Pd 5,4; Hb 13,17). Perguntemo-nos: contemplando o Cristo, o bom pastor, como temos vivido e exercido nossa missão de pastorear, zelar, cuidar e ser consumido pelo rebanho a nós confiado? Os profetas Jeremias, Ezequiel e tantos outros denunciaram a prática dos maus pastores que pensavam em si próprios e defendiam seus próprios interesses. Jesus Cristo retoma a questão com mais força. E hoje, como podemos falar deste tema? Que cuidados precisamos tomar para nos desviarmos do “fermento” dos maus pastores? 05. 80 anos: com testemunho, avançar na missão! Estamos nos preparando enquanto família religiosa para a celebração do nosso XIV Capítulo Geral – tempo de revisão de vida, olhar para o horizonte que é Cristo, o missionário do Pai, para viver o seguimento cristão a modo de Maria, a Virgem do SIM a Deus e comprometida com as necessidades do seu povo. Como grupo de religiosos na Igreja, deixemo-nos questionar por aquilo que dizemos ser, partir de uma leitura do nosso carisma: “O Missionário Sacramentino de Nossa Senhora no seu dia-a-dia deverá sentir- se tomado, partido e doado. Tomado: o Missionário Sacramentino deverá ser uma pessoa tomada por Deus. Uma pessoa consagrada para a missão. Partida: o Missionário Sacramentino deverá ser uma pessoa partida e repartida. A missão exige isso. Doado: o Missionário Sacramentino deverá senti-se dado por Deus ao povo. O sacramentino não pertence a si mesmo. Não existe para si. Ele existe para o Reino”. Essas ideias estão bem presentes em nossas constituições, Diretório, PGF e PGC. Com frequência dizemos para quem nos pergunta sobre nossa espiritualidade e carisma esse mesmo pensamento citado acima. Com simplicidade, humildade e espírito de fé façamos um exame de consciência para vermos até que ponto somos aquilo que dizemos ser. Nesta pequena definição do nosso carisma está a nossa forma de ser religiosos, padres, pastores na Igreja. O que dizemos é muito sério, profético e revolucionário. - Em que podemos colaborar mais para que nosso Carisma e Espiritualidade possam avançar e fecundar nossas áreas de missão?
08. Oração final – fazer uma síntese orante do tema meditado para concluir. |